Reflexões

Quando planejar já não é suficiente

Esses dias me deparei com a seguinte realidade: há meses eu tenho tentado reorganizar minha rotina, anotar tudo que realmente preciso fazer em um dia útil da semana, definir horários, prioridades, ordem e tudo mais.

A questão é que: por algum motivo não identificado eu simplesmente NÃO CONSIGO MAIS SEGUIR UMA ROTINA!

Sabe quando você precisa recuperar um velho hábito que era certo e te fazia bem de alguma forma, mas simplesmente não é mais possível dar marcha ré? Parece que, de repente, você mudou (talvez pra pior) e não consegue mais voltar naquele estado que teoricamente “era melhor pra você” e que sinalizava um hábito diário correto.

E o pior é que esse tipo de mudança é totalmente imprevisível. A maioria das pessoas (as que desejam se aperfeiçoar, pelo menos) sabem que mudanças deveriam ser positivas, deveriam te fazer evoluir, avançar, chegar mais perto de um objetivo, te otimizar como pessoa.

Mas e quando a mudança é algo “ruim”? E quando, ao invés de evoluir, nós ‘involuímos‘? Em qual momento isso acontece? Porque, honestamente, eu não percebi. O idioma inglês tem uma ótima expressão pra isso que é “I didn’t see that coming”. Traduzindo ao pé da letra (não façam isso) seria “Eu não enxerguei isso vindo”.

Ou seja, eu não esperava por isso. Comecei esse ano de 2015 super produtiva, focada, entusiasmada, sentia que ninguém ia me parar. Mas a verdade é que no fim das contas eu parei a mim mesma. Confuso, não?

Talvez esteja na hora de admitir que nós (seres humanos) não somos constantes. Que mudamos o tempo todo, principalmente nossas opiniões, perspectivas, pensamentos, achismos, rotinas e tudo mais. E que nem sempre você se conhecia tão bem quanto achava. Que talvez você não vá ser aquela pessoa perfeita que dá o melhor exemplo de vida produtiva pra todo mundo.

E nessas horas você se sente uma verdadeira farsa. Sim, pois sendo a entusiasta que sempre tento ser, sendo alguém que sempre incentiva o outro a dar o melhor de si e a fazer o melhor com o que tem nas mãos, é absurdo que eu mesma já não consiga seguir esse exemplo em algumas áreas da minha vida.

Talvez seja só uma fase. Dizem que quem tem interesse não da desculpas, mas a verdade é que alguns fatores externos são fortes demais para serem ignorados e simplesmente não tem como eles não influenciarem no seu humor e estado de espírito. E provavelmente são esses fatores que tem me deixado indisposta em relação há algumas coisas que deveriam ser totalmente diferentes, mas no momento, não tem como, não ta rolando! D:

Reflexões

Não sei mais estar sozinha…ou sei?

Já me disseram que sou uma pessoa “8 ou 80“, extremista e rótulos do gênero, mas a verdade é que depois de muito tempo pensando a respeito acabei concluindo que não é bem assim, e que a única coisa realmente extremista foram os rótulos acima.

Alguns infinitos são maiores que outros” (sim, eu li A Culpa É das Estrelas, e pelo amor de Deus, não tem nada haver com Crepúsculo, parem!). Essa frase da menina Hazel (bem como o restante do texto ao redor) me fez pensar no tanto de estágios entre depressão e euforia, por exemplo.

Por que raios sempre temos que ser UMA coisa ou OUTRA? Gente, existem milhões de tons entre o branco e o preto (e não, eu não li 50 Tons de Cinza e nem pretendo), milhões de números entre 0 e 100, não existe só 0 e 1 (oi galera de programação!), existe 0, 0,1, 0,2 0,34454 e por aí vai.

Todo essa blablabla foi só uma introdução para tentar entender coisas que tem se passado pela minha mente nos últimos meses sobre estar sozinha. Sei que meus textos são pouco conclusivos e muito reflexivos, mas afinal, essa é a idéia. Assim vocês se sentem livres para concordar, discordar, comentar, acrescentar, criticar ou o que quer que seja, pois gosto muito de ouvir perspectivas diferentes. O mundo não é visto de um só ângulo, pois todos somos únicos, mas estamos em diferentes lugares.

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Reflexões

A busca não é mais pelo “quem” e sim pelo “o que”

Decidi escrever esse post inspirada por um dos (maravilhosos) textos da Fê Neute.
A é ex-publicitária e, depois de muito planejamento e pé no chão, pediu demissão de uma das maiores agências de publicidade do país para redescobrir a vida viajando o mundo como nômade digital, enquanto iniciava uma interessante pesquisa sobre felicidade.

Um dos últimos posts dela acabou me chamando muita atenção, e me fez perceber que eu estou na mesma situação que ela descreve. Sei quem sou, porém não sei (não mais) o que quero ser.

Perai. Será que sei quem sou? Vamos dizer que você não me conhece (e provavelmente não rs), deixa eu me apresentar:

(Pense bem antes de continuar, pois o texto é enorme! haha)

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